Padaria do Leon

Porto · Bonfim · desde 1952

O pão que se faz com lenha, paciência e história.

Uma padaria tradicional no coração do Bonfim, onde o forno a lenha nunca se apaga e o pão ainda sabe a casa, a vizinhança e a manhã de domingo.

Conhecer a nossa história Aberto desde as seis da manhã
Rua do Bonfim, 142 Porto, Portugal

Capítulo I

A nossa história

Três gerações da mesma família, o mesmo forno a lenha, o mesmo caderno de receitas que Joaquim Leon trouxe do Alentejo em 1952. Esta é a Padaria do Leon — uma casa de pão que não tem pressa.

A Padaria do Leon nasceu em 1952, numas escadas estreitas da Rua do Bonfim, no Porto. Joaquim Leon tinha acabado de chegar do Alentejo com a mulher, dois filhos pequenos e um caderno de cartão onde ia anotando as receitas que a mãe lhe ensinara. Trouxe também a lenha — porque o pão que se faz com respeito não pode ser o pão que se faz com pressa.

«O pão que se faz com respeito não é o pão que se faz com pressa.» Joaquim Leon, fundador · 1952

Mais de setenta anos depois, o forno a lenha continua a arder todas as madrugadas. São três as fornadas: a primeira, antes do sol nascer, para o pão quente que os vizinhos levam para o pequeno-almoço; a segunda, ao fim da manhã, para a broa de centeio e os pães de trigo; a terceira, à tarde, para os bolos de arroz, os pastéis de nata e tudo o que a vizinhança pede.

As receitas são as mesmas de 1952. A farinha continua a ser portuguesa, moída em moinhos de pedra. A massa lêveda devagar, durante a noite inteira, no silêncio da padaria adormecida. Só vai ao forno quando a brasa tem o ponto exacto — aquele que só quem conhece o ofício reconhece pelo cheiro, pela cor, pelo som que a côdea faz ao partir-se.

Somos do Bonfim. Servimos os trabalhadores do mercado, as famílias que aqui nasceram e voltaram, os estudantes que descobriram a padaria por acaso e ficaram. Fazemos parte desta rua como o pão faz parte da mesa — sem cerimónia, com verdade.

O mestre Leon, terceira geração, a amassar pão ao amanhecer no balcão da Rua do Bonfim
O mestre Leon, terceira geração, a amassar pão ao amanhecer no balcão da Rua do Bonfim.
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O forno a lenha

A lenha de carvalho e oliveira dá ao pão a sua côdea escura e o perfume que nenhum forno eléctrico consegue reproduzir. O fogo é aceso às quatro da manhã.

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A fermentação lenta

A massa lêveda durante a noite inteira, ao ritmo da padaria adormecida. Sem pressas, sem atalhos — o pão sabe ao tempo que lhe demos.

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Raízes no Bonfim

Mais de setenta anos a amassar pão na mesma rua. Conhecemos os nossos clientes pelo nome, e eles conhecem o cheiro do nosso pão antes de chegar à porta.

Capítulo II

O que sai do forno

Pão, broa, bolos e outras coisas que cheiram a manhã. Tudo o que encontra a porta da padaria aberta já passou pela brasa do forno a lenha.

Cestos com pão caseiro acabado de sair do forno a lenha
Pão caseiro de trigo — a fornada das sete da manhã
Forno a lenha com brasas acesas
A brasa de carvalho antes da fornada
Pastéis de nata e doces regionais acabados de fazer
Pastéis de nata e bolos regionais
Interior da padaria com balcão de madeira e pão acabado de cozer
O balcão de manhã cedo, antes da primeira fornada
Cesto rústico com pão de trigo
Broa de centeio, receita alentejana
Bolo de arroz tradicional português em tabuleiro
Bolos de arroz, a fornada da tarde que cheira à vizinhança